Bem-vindo ao nosso 18º Café da Manhã!

Os almoços jamais foram os mesmos desde a morte de Sara. Os laços familiares foram rompidos, não havia dúvidas disso. João ainda tentou por alguns dias fazer suas refeições à mesa na expectativa de que alguém o acompanhasse. Ninguém. Parecia uma casa fantasma, digna de filmes de terror fajutos. O próprio Pedro se enquadrava perfeitamente no papel de zumbi; ele andava de um lado para o outro da casa durante a madrugada, mas ao longo do dia trancava-se em seu quarto. Roberto culpava Maria, que amava Roberto. Nunca mais veriam o rosto angelical de Sara. Nunca mais ouviriam o piano nem a voz aconchegante da menina notável. Era o fim. A família Mattoso havia desistido.

Mais um gole de Café, e até amanhã!

Prazer, Pablo

Deixar um comentário