Bem-vindo ao nosso 10º Café da Manhã!

A intuição faz tremer o corpo, fechar os olhos e apontar o lápis. Ouço os afro-sambas de Vinicius de Moraes e Baden Powell. E canto: “Salve , Xangô, meu Rei Senhor! Salve, meu Orixá! Tem sete cores sua cor, sete dias para a gente amar”. Paro. Um turbilhão de sentimentos aflora. Poderia escrever por toda manhã, apesar de muitas vezes a mão não acompanhar a fluidez dos pensamentos e a estagnação tornar-se aparente.

Capa do álbum de 1966.

Capa do álbum de 1966.

Há dias faço anotações, as quais eu transcreverei em breve, acerca dos Orixás. Meus guias trabalham sob a vigilância de Xangô Sete Pedreiras – ao equilíbrio, é dado o equilíbrio e o amor; ao justo, a palavra doce e a justiça. Contudo, percorro caminhos difíceis, nos últimos tempos. Dúvidas, gestos impulsivos e volúveis. Sinto, às vezes, que vivo em desequilíbrio, distante da minha essência. E por mais que tente me equilibrar, algo me arrasta para a inércia e o desejo sôfrego.

Abraço-me, então, à escrita e usufruo do seu poder de cura. A terapia da palavra é poderosa. Ela ajusta vírgulas e pontos, organiza a sintaxe, transforma a semântica. Aconchegado à palavra, sinto-me em segurança e vislumbro o despertar da minha essência. Os caminhos se suavizam, enfim. E meus canais auditivos clarificam, exprimindo a justiça e o amor do justo. Saravá!

Mais um gole de Café, e até amanhã!

Prazer, Pablo.

Deixar um comentário