Bem-vindo ao nosso primeiro Café da Manhã!

Na escrita, sempre fui “ou isto ou aquilo”, ou poeta ou professor. Poucas foram as vezes em que me permiti ser cronista, aquele cuja mão segura uma lente de aumento e se solta, sem receio, ao escrever analiticamente sobre o cotidiano. E não há dúvidas de que prefiro me ausentar das conversas sobre temas polêmicos e negar-me a ser autor do famoso “textão” nas redes sociais.

Dessa forma, delineei o meu fazer ou saber-fazer textos. Até agora. Na manhã de hoje, deparei-me no espelho com um jovem senhor, quase no meio do caminho, quase um “ghost writer”. Café! Preciso de uma xícara de café!, quase gritei. Preciso me libertar do ego. Preciso de um rio, de vários, em que minhas palavras possam se acomodar e fluir naturalmente.

Foi assim; assado. Mas, escrever sobre o quê? Continuar a publicar minhas prosas poéticas? Lançar nas redes sociais capítulos do Romance em andamento? “Ou isto ou aquilo”? Não! Não! Não!, gritei para o espelho (na verdade, não gritei, mas dizem os bons manuais de redação que este era o momento do clímax). Que tal isto e aquilo? Que tal falar sobre qualquer assunto no Café da Manhã? Bingo! Lembrei-me das vezes em que fui com amigos a Bingos na época da jogatina permitida no Brasil: era café colonial para cá, bolinha aparecendo no telão, pizza acolá, “tiozão” mal-humorado na mesa ao lado e a melhor cartela-refeição-custo-benefício da semana. É uma pena que nunca tenha sentido o prazer de gritar: bingo!

Tema definido: temas. E aí chega o momento em que será preciso escolher a periodicidade das publicações. Outra vez, “ou isto ou aquilo” fica a me observar. Inspiro. Expiro. E decreto: todos os dias esperarei você para o nosso Café da Manhã.

Prazer, Pablo.

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