Bem-vindo ao nosso oitavo Café da Manhã!

“Enfim, Paris!”… E assim iniciei meu diário de viagem em 14 de julho de 2015. Numa publicação anterior, transcrevi este início – o primeiro dia – na capital francesa (Leia aqui). Como já havia dito, não há qualquer ambição de transformar este blog num guia de turismo, entretanto, uma ou outra observação poderá nortear sim os desejosos por conhecer Paris. As anotações foram escritas in loco e, várias vezes, nos momentos em que estava vivenciando determinada situação. Enfim, eis o segundo dia, 15 de julho de 2015:

“Hoje, decidi ir ao Museu do Louvre. Linha 7, e vamos lá. A estação do metrô fica próxima ao museu, é fácil e rápido. Não sei se é por causa do mês, férias em diversos lugares, mas a verdade é que o Louvre está tomado pela multidão. Ah, deixar anotado: em julho, trazer protetor solar, roupas leves e tênis confortável, caso seja um turista.

Museu do Louvre (arquivo pessoal)

Museu do Louvre (arquivo pessoal)

Quase uma hora na fila para entrar no museu. Valeu cada segundo, o lugar é maravilhoso. E confesso: a emoção me tomou inúmeras vezes e chorei. Infelizmente, o barulho incomodava um pouco. Cada obra precisa de um tipo de contemplação e, no Louvre, várias merecem o silêncio. Ah, importante dica, sempre fique longe dos turistas japoneses (Desculpem-me, meus amigos nipônicos, sou um admirador da cultura japonesa, mas a quantidade de fotos, as conversas e os enormes grupos não combinam com a arte e delicadeza em exposição neste museu). Terminei o passeio no Jardin de Tuileries, sentei à sombra e saboreei une bouteille de vin blanc et une baguette. Realmente, não há qualquer vontade ir embora.

Jardin de Tuileries (arquivo pessoal)

Jardin de Tuileries (arquivo pessoal)

Champs-Élysées. Enfim, o glamour de Paris. Depois de caminhar pela avenida e me deparar com pessoas belíssimas, Arco do Triunfo, Renault, Louis Vuitton, Mont Blanc, Citroën, Hugo Boss, sentei-me no Le Bistrô Des Champs-Élysées (recomendo). O passeio vale a pena, assim como no Louvre. E novamente, o desejo querer ficar por mais tempo. Ah, mulheres, não vi uma única vez salto alto na Champs. Ops! Agora vi… francesa, salto alto e bem vestida; homens, tragam boas roupas na mala, pois os jovens franceses vestem-se de forma impecável.

Le Bistrô Des Champs-Élysées (arquivo pessoal)

Le Bistrô Des Champs-Élysées (arquivo pessoal)

 Dia longo.

De volta ao Café Margeride, na Place d’Italie. Mais um pouco de vinho acompanhado de une planche des fromages (camembert, bleu, cantal, emmental). Na mesma hora de ontem, outro dia ensolarado e os mesmos franceses fumando. Tudo bem, hoje são outros. Adorei a Champs, nem há como não gostar, mas confesso que La Place é o meu lugar.

Café Margeride (arquivo pessoal)

Café Margeride (arquivo pessoal)

Olho para o lado, e ali está: um senhor francês, fumando charuto e lendo Michel Foucault. Impossível não me lembrar de um dos textos que marcou minha vida acadêmica: “L’ordre du discours”.

cafe-margeride-15-07-15

Café Margeride (arquivo pessoal)

Quero ficar mais. Parece-me que há tanto por conhecer, ver, sentir em Paris. Agora, a expressão flâneur, tantas vezes mencionada por Baudelaire, faz ainda mais sentido. C’est très bon!

To be continued.”

Au revoir, e até amanhã!

Prazer, Pablo.

Deixar um comentário