Bem-vindo ao nosso segundo Café da Manhã!

“Enfim, Paris!”… E assim iniciei meu diário de viagem em 14 de julho de 2015. Apesar de transcrever aqui os sentimentos de meu primeiro dia em Paris, não há qualquer ambição de transformar isto num guia turístico. Contudo, uma ou outra observação poderá nortear sim os desejosos por conhecer a capital francesa. As anotações foram escritas in loco e, várias vezes, nos momentos em que estava vivenciando determinada situação. Enfim, eis o primeiro dia:

“Confesso que o voo não é dos mais agradáveis. Deixar anotado: prefira um assento no corredor! No Aeroporto Internacional Charles de Gaulle (CDG), muitas placas, muitos caminhos, gente do mundo todo. Que mistura extraordinária! Uma informação aqui, outra ali. E sim, os franceses são simpáticos. Até ensinei algumas palavras em português a uma atendente francesa.

Do aeroporto para o hotel, fácil e rápido: embarco no Réseau Express Régional B (RER B), que me leva à Gare du Nord, depois pego a linha 5 do metrô e desço na Place d’Italie. Uma pequena caminhada da estação ao hotel, e pronto. Hora de organizar a primeira saída. Preferi ficar pelo bairro mesmo, sentar num dos bancos na Place d’Italie, conhecer a Biblioteca Nacional da França e o rio Sena, andar por algumas vielas. É muita informação. É muito grande.

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Place d’Italie (arquivo pessoal)

Hoje, a maioria das lojas está fechada por se tratar de um Feriado Nacional Francês, ou o Dia da Bastilha. Vários franceses e turistas passeiam e aproveitam o dia ensolarado. Definitivamente, Paris é colorida. Tive ainda mais certeza disso quando decidi ir à Torre Eiffel. Isso mesmo, eu não parei ainda desde que cheguei. Estação Place d’Italie, e vamos lá!

Torre Eiffel? Sim, espetacular. E para minha sorte, na base da torre, um concerto com direito a “Dom Giovani”, de Mozart. E de repente o entorno da Torre Eiffel estava tomado. Novamente, o mundo todo: americanos, chineses, japoneses, alemães, italianos, portugueses, espanhóis, brasileiros, tudo isso e mais um pouco. Ficava a procurar os franceses naquela multidão. Sim, também estavam lá. O grande show de comemoração ao Dia da Bastilha seria à noite, fui embora antes, queria aproveitar o contrafluxo.

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Torre Eiffel (arquivo pessoal)

Ufa! Metrô vazio. Realmente, é fácil usar o transporte público por aqui. E funciona mesmo. De volta ao meu bairro, isso mesmo, meu bairro. Já me sinto em casa na 13ème. Enfim, une bière Blanche dans le Café Margeride sur le Boulevard Auguste Blanqui. No relógio, 21 horas. O céu ainda azul, o clima agradável e uma brisa suave acompanhavam o cenário que tanto sonhei.

To be continued (or not).”

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Café Margeride (arquivo pessoal)

A viagem, por Paris e Lisboa, e as anotações no diário continuaram por mais dez dias. Por conta da noite de autógrafos do meu livro “Do Caos – a depressão em fragmentos”, eu permaneci mais tempo em Lisboa, mas Paris é deveras inesquecível. Talvez transcreva mais páginas do diário de viagem nos nossos próximos Cafés da Manhã.

Au revoir, e até amanhã!

Prazer, Pablo.

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