Bem-vindo ao nosso 27º Café da Manhã!

“Eu pari. Uma Universidade nascia no dia da independência. Chorou, livre. Predisposta ao colonialismo, porém, buscou em seus primeiros dias de vida modelos a seguir em outras terras além-mar. Sabia, pareceu-me, do complexo sentimento de não pertencimento e da paradoxal necessidade da autoridade. Era, antes mesmo do primeiro passo, livre-escrava.

Da força que já não constrói coisas tão belas, tornou-se refém: para tudo, em tudo, de tudo. Mal sabia ela que tinha tudo dentro de si. E perpetuou em suas vestes a assinatura do alheio que nada sabia sobre ela. Não obstante, era sôfrega pela escravidão, pela subordinação, pela identidade periférica. Não se compreendia diferente, e nem ao menos a tentativa antropofágica emergia em sua fala.

À procura do norte. Felicidade tamanha a envolver todas as falas; enchia a boca de pragas. Sobrevivia do escambo, da debilidade cômoda, dos movimentos repetitivos uniformes. Era, depois do primeiro passo, escrava. Temerosa do grito. Temente à força maior. A Universidade renascia no dia anterior à independência. Ela nunca existiu.”

Mais um gole de Café, e até a próxima.

Prazer, Pablo.

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