Bem-vindo ao nosso 16º Café da Manhã!

Eu acredito em sinais. Mesmo num momento em que nós vivemos uma aceleração do tempo, cercados por fragmentos, barulho e informações, eu acredito no silêncio da mente para perceber os sinais lançados pelo desejo da alma.

E foi assim que dei o segundo passo em direção à docência na Educação Superior (Leia aqui o primeiro passo da jornada). Sei muito bem que precisarei me envolver com inúmeras pesquisas e leituras científicas, por mais que eu tenha uma predileção pela literatura ficcional. Sinto algo a me instigar nesse processo de cuja zona de conforto começo a ser arrancado.

Observo a lista de docentes do Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade Regional de Blumenau (FURB). De forma aleatória, ou me deixando levar pela intuição, escolho um dos nomes. Preparo um e-mail recheado com dúvidas e ideias para um projeto de pesquisa. E mais uma prova dos sinais: primeiro nome, primeira resposta solícita, primeiro direcionamento; segundo nome, segunda resposta solícita, primeiro agendamento, primeiro encontro com a professora que se tornaria, no fim do processo seletivo (que durou quatro meses), minha orientadora.

Isso mesmo, foi assim o segundo passo. Todas as respostas às minhas questões surgiram, para minha surpresa, de forma rápida e estimulante. E dessa circunstância, uma dica aos que desejam caminhar em direção ao universo acadêmico: mostrar-se verdadeiramente interessado continua sendo um dos segredos para se alcançar resultados nos estudos e na vida profissional; as pessoas se sentem atraídas pelo brilho nos olhos.

Após o primeiro bate-papo com a professora, iniciei a escrita do meu projeto de pesquisa. Leituras de artigos publicados em revistas e plataformas acadêmicas transformam-se em pré-requisito, pois há a necessidade de se saber o que estão a escrever sobre o que imaginas por um segundo ser uma grande e inovadora ideia. Percebe-se, então, na maioria das vezes, que o tema escolhido já foi abordado na íntegra ou, pelos menos, em parte.

A pesquisa não pode parar. E, aos poucos, altero a rota, vislumbrando outras possibilidades e abordagens. Enfim, o brainstorming: perguntas, hipóteses, objetivos, referencial teórico, metodologia. Seleciono, organizo, reviso e envio à professora para apreciação antes mesmo de abrir a data oficial de matrícula para o processo seletivo.

Outra vez, resposta solícita, estimulante e, de fato, orientadora. O tema abordado sofre mais alterações e começa a se enquadrar na linha de pesquisa escolhida: “Processos de ensinar e aprender – Ensino e aprendizagem na Educação Básica e Superior: teorias e práticas pedagógicas, formação de professores e saberes docentes, organização curricular, avaliação da aprendizagem e inclusão”.

E o tema abordado? Bom, isto será o assunto do próximo post. A jornada continuará para aqueles que acreditam em sinais.

Mais um gole de Café, e até amanhã!

Prazer, Pablo.

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