Bem-vindo ao nosso 22º Café da Manhã!

No primeiro Café do ano, nada mais propício do que falar sobre zona de conforto, desafios, recomeços e a sensação cosmopolita a correr pelas veias. Por isso, dia de falar sobre o terceiro passo da minha jornada: o tema abordado no projeto de pesquisa a ser apresentado no processo seletivo do Mestrado em Educação. (Leia mais em: 1º passo e 2º passo).

“A produção de textos na avaliação em larga escala: reflexões sobre o desempenho dos concluintes da FURB nas questões discursivas do ENADE”, eis o tema escolhido. Isso mesmo, a tal da zona de conforto. Explico: o fato de ser professor de redação no Ensino Médio há 18 anos me credenciaria para a discussão sobre produção textual e avaliações institucionais. Os estudantes que já vivenciaram o mundo acadêmico hão de concordar comigo: sempre será mais fácil escrever sobre as próprias experiências.

E assim aconteceu. Alinhei a minha experiência às pesquisas em andamento nos programas de pós-graduação e às leituras exigidas pelo edital. Aliás, é de vital importância que se leia os livros recomendados pelo edital de um processo seletivo. No caso, tive a sorte de me deparar com dois ótimos livros: “A aula como acontecimento”, de João Wanderley Geraldi, e “Professores: imagens do futuro presente”, de António Nóvoa.

De repente, chegou o tão esperado dia da prova escrita: uma questão dissertativa em que se deveria abordar um tema de sua escolha com base nas leituras recomendadas.  Quase quatros horas de produção textual para finalizar mais uma etapa do processo seletivo. Resumo: projeto de pesquisa (justificativa, objetivos, metodologia, referenciais teóricos e bibliografia), prova escrita e Currículo Lattes entregues. Restava-me esperar pelo resultado da prova e, caso obtivesse êxito, o agendamento da entrevista com as professoras.

Trinta dias. Entrevista agendada. Conversa boa e aligeirada. Trinta dias. Resultado positivo: aprovado no Processo Seletivo do Programa de Pós-graduação – Mestrado em Educação – da FURB.

Quatro longos meses se passaram. E um sentimento de urgência a me rondar. Comecei a sentir a necessidade de sair da zona de conforto. O tema abordado no projeto me parecia uma constante visita ao passado. E para mim que desejava iniciar um novo ciclo, insistir nas mesmas reflexões não fazia sentido, e mais, não me levaria a um novo mundo de descobertas e desafios.

Eu acredito em sinais. No entanto, para percebê-los, é preciso estar aberto para o todo, fluido. E mais uma vez, assim foi: convite para uma videoconferência com professores e pesquisadores de vários países (Argentina, Colômbia, Venezuela, Uruguai, México, Portugal, Espanha) sobre o tema “Internacionalização da Educação Superior”. Um sinal, a mão estendida a me convidar para a saída da zona de conforto.

Alguns dias depois, mudança no tema a ser desenvolvido ao longo do Mestrado. Sim, abandonei a ideia de produção textual e avaliações. Mais alguns dias, e nova mudança. Eram as consequências de quem saíra da caverna e já se permitia mover-se livre a assimilar o mundo a sua volta. Era um novo ciclo a se iniciar, repleto de sensações assumidamente cosmopolitas.

Feliz 2017!

Mais um gole de Café, e até a próxima segunda-feira.

Prazer, Pablo.

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