Bem-vindo ao nosso quinto Café da Manhã!

Novalis, Novalis, parece-me inegável a não concordância com Hermann Hesse, quando da ligeira observação dele, em “O Lobo da Estepe“, sobre a tua frase “A maioria dos homens não quer nadar antes que o possa fazer”.

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Ilustração de Jaroslav Bradac

Evidente, uma lufada do pensar cerceia movimentos e afoga esperanças. Seremos felizes ao ignorar a existência da reflexão. E o suor em tempos primaveris será uma das provas de que não se está a misturar terra e água.

Melhor assim, condicionemo-nos e vivamos como inúteis cordeiros, desde já. Basta acreditar que a verdade reside em apenas um livro; ouçamos, então, alguns poucos eleitos a nos guiar pela única leitura possível.

Pisemos na terra! Sejamos descalços do Ser! Desnudos do pensar em nadar, afastaremos a loucura do suicídio. Não haverá, pois, sequer questionamentos sobre a origem, nem a invenção depressiva do vazio existencial.

Marchemos, “sem lenço, sem documento”! Marchemos, dos oito aos oitenta! O nosso caminho será embebido na planície do tanto faz e nos abraçará incólumes. E mais, por fim, assentados na poeira do agreste semiárido, agradeceremos a falta de água e aceitaremos a ausência daquilo que nunca foi presente.

Mais um gole de Café, e até amanhã!

Prazer, Pablo.

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