Bem-vindo ao nosso 20º Café da Manhã!

Apagam-se as luzes. Beethoven me acompanha com os seus rompantes. É simplesmente o sinônimo do mundo em movimento. Perguntam-me se a depressão tem cura. Não respondo. Insistem. E de novo não respondo. Ouvi falar certa vez que a depressão é uma doença constituída de ciclos e, por isso, sempre volta ao aconchego do lar. Concordo. As vozes voltam também. O chão cede. E a angústia grita por uma breve mudança. O amor pode curar. O gênio indomável renuncia. A desistência me acompanha com os seus rompantes. Volto ao ponto de partida que já não é mais a minha origem. Dedos agitados. Mil histórias querendo ganhar vida. Em liberdade. Todas querem romper os grilhões. Confuso me parece. Perdi a coerência semântica. O amor cura. Sensibilidades disfarçadas de silêncio. O abandono da descrença. Não há cura para isso. Repetem a pergunta. Desconheço qualquer resposta que não seja uma variável de ondas. Sem identidade. Desisti da praia. É perturbador o caminho até o mar. As imagens não se apagam. Marcam suicídios. Mão fechada, aberta, fechada, na mesa bate rapidamente. Sou um solista. Compositor de viagens incompreensíveis. Não há sorrisos no escuro. Um brilho que se dissipou sem respostas. O amor não existe. E não há cura ao entardecer.

Mais um gole de Café, e até amanhã!

Prazer, Pablo.

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