Bem-vindo ao nosso 24º Café da Manhã!

Só serei valorizado por outrem, caso eu me valorize; independente das circunstâncias e antes de tudo, eu preciso me amar para, então, ser amado. Esse é o pressuposto que deveria perpassar o tema referente à valorização da profissão docente, a qual é uma das chaves para o sucesso na educação, em todos os níveis.

Não é o Estado que precisa valorizar a classe docente, são os próprios docentes que devem exalar autoestima, apesar do cenário por vezes pessimista. Por isso, torna-se crucial dissolver a “cultura de greve” no meio educacional. O grevista deixa transparecer insatisfação, vitimismo e infelicidade; ele se coloca como um refém, esquecendo-se de que é ele o responsável por criar a sua própria realidade.

A “cultura de greve” leva uma mensagem de fracasso aos mais jovens. Aniquila, muitas vezes, o sonho de um adolescente em ser professor, pois o que vê e ouve lhe diz o quanto é péssima a profissão docente. Discutir o descaso do Estado, que entende a educação como uma despesa e não como um investimento na formação humana, deve fazer parte de debates dentro de Conselhos Regionais Docentes (CRD), a serem criados com base em princípios de união docente e progresso acadêmico, e não de discussões midiáticas em torno da desvalorização, nem de forma fragmentada em Conselhos restritos a uma área do conhecimento. E, por favor, abandonem os sindicatos; eles estimulam o sentimento “operário”, de (re) produção, algo bem longe do que se espera de um “pensador-pesquisador-professor”.

E insisto, se somos nós, professores, responsáveis pelo destino de tantos indivíduos, seja na vida profissional, seja na pessoal, por que é tão difícil construir uma profissão essencialmente poderosa aos olhos da sociedade? Porque nos falta autoestima (e união), porque ainda não nos amamos o suficiente a ponto de nos tornarmos, verdadeiramente, inspiradores em um mundo doente.

Mais um gole de Café, e até a próxima segunda-feira.

Prazer, Pablo.

Showing 3 comments
  • Luciana GV Duarte
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    Excelente! Como esperar valorização do governo, se nos faltam profissionais com inspiração.

  • Andréia
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    Perfeito! Parabéns Pablo.

    • Pablo Pereira
      Responder

      Obrigado!

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