Bem-vindo ao nosso quarto Café da Manhã!

Às vezes, questiono-me sobre o lugar perfeito para se ler um livro. Que tal um lugar em que, de tão especial, seja possível se sentir confortável, mesmo com as pernas cruzadas por horas? Ou, quem sabe, um lugar onde se possa saborear, sem pressa, cada palavra e seus maravilhosos sonhos? Ou, ainda, um sofá todo nosso na Shakespeare and Company, em Paris? Ah, e um lugar de silêncios e aromas adocicados, já imaginou? Talvez esses sejam realmente lugares perfeitos, talvez.

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Na verdade, o bom leitor, que deseja um bom lugar para ler um livro, encosta-se e lê em qualquer ponto de ônibus barulhento, caminha com os olhos voltados para as páginas e não esbarra em ninguém, senta-se num banco de praça e tira da mochila o seu livro de cabeceira. O bom leitor é assim, não se importa com o lugar, pois sabe que o universo da leitura lhe proporciona o que ele quiser: praias paradisíacas, bibliotecas enormes, quartos aconchegantes, poltronas majestosas, cafeterias aromáticas.

Tudo vem do – nosso – silêncio. Assim também é a vida. Costumamos nos questionar sobre os passeios que deixamos de fazer, os convites de festas que recusamos contra a nossa vontade, os dias de sol em casa, os dias de chuva fastidiosos. Costumamos achar que a felicidade e a serenidade, que tanto procuramos, vêm de fora, vêm do outro, vêm de qualquer lugar perfeito, menos de dentro, menos do nosso silencioso universo individual.

Mais um gole de Café, uma pitada de silêncio, e até amanhã!

Prazer, Pablo.

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