Bem-vindo ao nosso 25º Café da Manhã!

Qual situação provoca um dia de fúria em sua vida? O que o deixa incomodado? Quais motivos fazem você protestar ou se mostrar indignado publicamente? Nos últimos dias, tenho observado, de forma mais atenta e analítica, notícias e reportagens na impressa, documentários, assuntos compartilhados nas redes sociais, conversas entre amigos.

Essas perguntas iniciais surgiram em meio a uma enxurrada de posicionamentos, muitas vezes raivosos, sobre assuntos específicos. De repente, estes assuntos se alargaram, generalizaram-se, e comecei a notar a necessidade sôfrega de as pessoas se expandirem. Há uma urgência em se dizer o que pensa, de julgar, de se manifestar contra ou a favor sobre quaisquer temas.

Dessa observação, os paradigmas acerca de minhas prioridades, ou do que percebo como algo relevante a ser debatido pela sociedade, são quebrados continuamente. Nada parece escapar de uma retumbante polêmica; tudo parece ser importante em nossa efemeridade: da proibição de cachorros na areia da praia e bastidores de filmes, os quais emplacam cachorros, também como seus protagonistas, ao que se deve ou não comer.

E mais, cenário político, “pichar ou grafitar ou acinzentar, eis a questão!”, vire à esquerda, vire à direita, “segue toda vida reto”, acidentes, rebeliões, fotos e fotos, crianças, cirurgias plásticas, religiões (sempre elas), greves, traição alheia. E muito mais. Uma infinidade de assuntos, temores, angústias, desejos, amores, sandices e barulho.

Volto às perguntas e me pergunto: do que tenho raiva? O que me incomoda? Quais motivos me levam à indignação pública? Por que toda essa urgência das pessoas em gritar me assusta? As respostas ainda me parecem imprecisas, por mais que vez ou outra eu deixe o silêncio me conduzir pelo mundo da reflexão e da paz.

Mais um gole de Café, e até a próxima segunda-feira.

Prazer, Pablo.

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